quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Hoje tive esta surpresa, fui aqui votar no blog de um amigo meu e qual não é o meu espanto quando vejo "Pimenta na Língua" na categoria "Actualidade Política - Blog Individual".
Sei que não vou ganhar, mas é sem duvida uma esperança que recebo assim na forma de sufrágio! Sei perfeitamente que as hipóteses nesta votação são feitas através da inscrição. Não obstante, não fui eu que me inscrevi e não sei quem me inscreveu.
Sempre quis ter alguém a ler o meu blog, mas nunca consegui que este tivesse muitas visitas. O facto de não o partilhar com ninguém e de ninguém saber que assino com este nome ajuda nessa cruzada. Apenas duas amigas descobriram o meu blog e eu obriguei-as a jurar segredo ou sangue.
Nos últimos tempos tenho tido mais visitas e isso fez-me voltar a escrever com mais frequência. É mais uma das minhas resoluções de ano novo! Gostava, se não for pedir demais, que estes novos visitantes me começassem a dizer o que querem ler. E assim, uma vez por semana comprometo-me a escrever um tema a vosso gosto!
Obrigada a todos!
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Medina Carreira : "Por exemplo, na sua opinião devia haver uma central de compras para cada hospital, ou cada hospital tratar das suas compras?"
Judite de Sousa: "Está a perguntar-me a mim?"
Medina Carreira : "Sim, estou a pedir a sua opinião. Quero saber qual é a opinião de uma pessoa que não percebe nada de nada."
In: Olhos nos olhos, TVI24
Entrevistado: Professor António Ferreira (director do Hospital de São João)
É em momentos como este que cada vez tenho mais certezas que escolhi a profissão certa mesmo sem nunca ter trabalhado.
Não que eu queira ser fazer grandes entrevistas ou ser pivô. Bem pelo contrário.
Mas das áreas que estão em crise no nosso país aquela que me faz doer a alma como dói um dente a nascer é o jornalismo.
Principalmente numa altura destas os media deviam estar mais atentos do que nunca. O mais importante não é 3h horas de imagens dos estivadores e do seu escárnio e mal-dizer.
O 7º poder está tão mal como os que lhe antecedem. A total sensação de descredibilização, falta de precisão e exactidão é o dia a dia da nossa imprensa.
Digo várias vezes que o o único ministro que (ainda) não me desiludiu foi o Dr. Nuno Crato. E se o Jornalismo é o espelho da sociedade, ler um artigo hoje em dia ou ver televisão é a prova da reforma urgente que o ensino Português precisa.
Judite de Sousa: "Está a perguntar-me a mim?"
Medina Carreira : "Sim, estou a pedir a sua opinião. Quero saber qual é a opinião de uma pessoa que não percebe nada de nada."
In: Olhos nos olhos, TVI24
Entrevistado: Professor António Ferreira (director do Hospital de São João)
É em momentos como este que cada vez tenho mais certezas que escolhi a profissão certa mesmo sem nunca ter trabalhado.
Não que eu queira ser fazer grandes entrevistas ou ser pivô. Bem pelo contrário.
Mas das áreas que estão em crise no nosso país aquela que me faz doer a alma como dói um dente a nascer é o jornalismo.
Principalmente numa altura destas os media deviam estar mais atentos do que nunca. O mais importante não é 3h horas de imagens dos estivadores e do seu escárnio e mal-dizer.
O 7º poder está tão mal como os que lhe antecedem. A total sensação de descredibilização, falta de precisão e exactidão é o dia a dia da nossa imprensa.
Digo várias vezes que o o único ministro que (ainda) não me desiludiu foi o Dr. Nuno Crato. E se o Jornalismo é o espelho da sociedade, ler um artigo hoje em dia ou ver televisão é a prova da reforma urgente que o ensino Português precisa.
Enquanto discutiamos o meu mau feitio em mais uma das nossas conversas tardias.
Ele : Tu comigo és sempre uma querida.
Eu: És tão falso meu bem.
Ele: Falso?
Não, não foi uma questão de semântica. O rapaz sabe o que significa a palavra. Apenas estava a ser genuinamente sincero.
Sim, depois destes anos todos, de tudo ele diz, e passo a citar, “não tenho razões de queixa”.
Senti-me uma formiguinha! Ou é ele que é pato?
Senti-me uma formiguinha! Ou é ele que é pato?
Eu que até tinha como resolução de ano novo tratar melhor as pessoas, pelos vistos posso continuar com tudo o que tenho feito até aqui!
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
(In)Justiça
Justiça e Injustiça duas palavras, dois conceitos que se cruzam todos os dias. Vivemos num país onde estas duas ideias andam sempre a gravitar em nosso torno. Seja quando se fala da sociedade, da política, do futebol etc. Ou somos alvos ou somos vítimas, ou somos somos actores.
Mas será justo dizer-se que alguém é injusto? Não é injusto considerar algo justo por oposição a algo injusto?
O que é a justiça? É assim tão fácil de definir como o acto de se abrir um dicionário passear nas páginas enquanto se canta o abecedário? Não será injusto para as outras palavras passarmos por elas sem nem sequer ligar? Passa-se por australopiteco, dá-se uma gargalhada, enquanto o pobre do alguidar olha para nós de soslaio porque não nos rimos com ele. Claro está; só não olhamos para este por ter origem árabe. E incorremos logo numa atitude discriminatória. Somos, portanto, injustos.
Dá-se o uso a estes dois conceitos com a mesma leviandade com que se bebe um copo de água. Não há regras, não há jurisdição no que diz respeito ao uso da gramática. Do meu ponto de vista, de tudo o que se abusa se vai tornando um peso cansativo ao qual é retirado valor fundamental.
Dou valor ao equilíbrio, à equidade como acho difícil alguém dar. Durante toda a minha vida procurei incesantementea busca pelo valor fundamental de justiça. A minha educação ensinou-me o respeito e a tolerância como os comportamentos base e fundamentais para a atingir. Como herança o meu pai deixa-me diariamente a ideia de que justiça "é tratar igual o que é igual e de maneira diferente o que é diferente". Da minha mãe recebo os comportamentos sempre justos e democráticos com que trata os quatro filhos.
Enquanto adolescente não acreditava nestes dois princípios e todos eles me pareciam máscaras para esconder as injustiças de que era vítima. Com o passar dos anos, fui-me apercebendo que nada podia estar mais correcto e fui-me apercebendo que o mundo incorre repetidamente em erros ao querer tratar todos da mesma maneira.
Vivemos num mundo que atravessa a fase do armário? Que ainda não ultrapassou a puberdade e que por isso, ainda não atingiu a idade onde realiza que tem que tratar todos de maneira justa?
Mas será justo dizer-se que alguém é injusto? Não é injusto considerar algo justo por oposição a algo injusto?
O que é a justiça? É assim tão fácil de definir como o acto de se abrir um dicionário passear nas páginas enquanto se canta o abecedário? Não será injusto para as outras palavras passarmos por elas sem nem sequer ligar? Passa-se por australopiteco, dá-se uma gargalhada, enquanto o pobre do alguidar olha para nós de soslaio porque não nos rimos com ele. Claro está; só não olhamos para este por ter origem árabe. E incorremos logo numa atitude discriminatória. Somos, portanto, injustos.
Dá-se o uso a estes dois conceitos com a mesma leviandade com que se bebe um copo de água. Não há regras, não há jurisdição no que diz respeito ao uso da gramática. Do meu ponto de vista, de tudo o que se abusa se vai tornando um peso cansativo ao qual é retirado valor fundamental.
Dou valor ao equilíbrio, à equidade como acho difícil alguém dar. Durante toda a minha vida procurei incesantementea busca pelo valor fundamental de justiça. A minha educação ensinou-me o respeito e a tolerância como os comportamentos base e fundamentais para a atingir. Como herança o meu pai deixa-me diariamente a ideia de que justiça "é tratar igual o que é igual e de maneira diferente o que é diferente". Da minha mãe recebo os comportamentos sempre justos e democráticos com que trata os quatro filhos.
Enquanto adolescente não acreditava nestes dois princípios e todos eles me pareciam máscaras para esconder as injustiças de que era vítima. Com o passar dos anos, fui-me apercebendo que nada podia estar mais correcto e fui-me apercebendo que o mundo incorre repetidamente em erros ao querer tratar todos da mesma maneira.
Vivemos num mundo que atravessa a fase do armário? Que ainda não ultrapassou a puberdade e que por isso, ainda não atingiu a idade onde realiza que tem que tratar todos de maneira justa?
Conversas
A: O meu professor de história é cego.
Eu: (em jeito de brincadeira e numa tentativa de a apanhar desprevenida e obter uma confissão) Assim podes copiar à vontade!
Estava enganada. Resposta na ponta da língua.
A: Não, o não-sei-quantos tentou e a cadela ladrou!
Tem os meus genes, estão lá todinhos. Já não é a minha pequenina. Tem jeito de menina vaidosa, consegue ser muito meiguinha de maneira a influenciar todos os que estão à sua volta. Como cresceu... Nunca foi "só" uma prima. Vi-a nascer, estive com ela quase todos os dias, dei banhos, papas, mudei fraldas, (quase) dei palmadas. E agora está uma matulona a arrasar corações! A dizer piadas e a exigir o que quer, que já não tem "paciência para isso, é para bebes". E eu? Encolho os ombros e penso o que posso fazer com a minha bebé sem que ela se aperceba que é a minha bebé!
Eu: (em jeito de brincadeira e numa tentativa de a apanhar desprevenida e obter uma confissão) Assim podes copiar à vontade!
Estava enganada. Resposta na ponta da língua.
A: Não, o não-sei-quantos tentou e a cadela ladrou!
Tem os meus genes, estão lá todinhos. Já não é a minha pequenina. Tem jeito de menina vaidosa, consegue ser muito meiguinha de maneira a influenciar todos os que estão à sua volta. Como cresceu... Nunca foi "só" uma prima. Vi-a nascer, estive com ela quase todos os dias, dei banhos, papas, mudei fraldas, (
sábado, 17 de novembro de 2012
Depois deste interregno, há coisas que não vão fazer sentido para aqueles que me seguiam antes.
Uma delas é que ganhei coragem! Pois é meus caros, finalmente fechei a boca! Não digo que tenha sido fácil. Mas foi assim, rapidinho e de um dia para o outro.
Escusam de estar já a dizer que é mais uma das minhas dietas que apenas vai durar um mezinho até me aparecer o primeiro Mc Donald's à frente! Percebo que o digam, não se preocupem, é sinal que são pessoas inteligentes!
Mas como tomei eu esta decisão? Como foi possível cortar relações com a minha amiga de tão longa data? Fácil e limpinho! Vão viver para Itália, comam pasta todos os dias, bebam alcool todas as noites, gelados com todas as refeições (...) {OH MEU DEUS AS MEMÓRIAS} (...)!! Em suma, engordem 15kg, não entrem em nenhuma roupa na cidade da moda e depois vão ver como é fácil tomar esta decisão!
Eu tinha duas hipóteses, ou começava a dieta ou continuava a comer até não me levantar de uma cadeira como esta senhora! Como tenho muito amor à minha vidinha, aos meus órgãos vitais e prezo muito a minha futilidade, optei pelo peixinho. Exactamente, isso que ouviram: Peixinho! Estou há quase 6 meses de dieta a comer Peixinho! Não há carne, nem hidratos de carbono, não há gorduras a não ser o azeite, acabei com os lacticínios, a não ser o próprio do leite magro (200 ml\ dia).
E resultados?? Estão à vista! Emagreci tudo o que ganhei enquanto tinha vida de lontra, e mais um bocadinho! Sinto-me bem como já não me sentia há muito tempo.
Aconselho a toda a gente e aqui fica a listinha de alimentos permitidos :
. Leite magro (200 ml \ dia)
. Chá .
.Café
.Peixe (cozido, grelhado, assado sem gorduras)
.legumes
.Verduras
.Fruta (em grandes quantidades)
. Sopa sem bata (a base da sopa é feita ou com abóbora ou com cenoura! NUNCA MISTURAR AS DUAS)
Uma delas é que ganhei coragem! Pois é meus caros, finalmente fechei a boca! Não digo que tenha sido fácil. Mas foi assim, rapidinho e de um dia para o outro.
Escusam de estar já a dizer que é mais uma das minhas dietas que apenas vai durar um mezinho até me aparecer o primeiro Mc Donald's à frente! Percebo que o digam, não se preocupem, é sinal que são pessoas inteligentes!
Mas como tomei eu esta decisão? Como foi possível cortar relações com a minha amiga de tão longa data? Fácil e limpinho! Vão viver para Itália, comam pasta todos os dias, bebam alcool todas as noites, gelados com todas as refeições (...) {OH MEU DEUS AS MEMÓRIAS} (...)!! Em suma, engordem 15kg, não entrem em nenhuma roupa na cidade da moda e depois vão ver como é fácil tomar esta decisão!
Eu tinha duas hipóteses, ou começava a dieta ou continuava a comer até não me levantar de uma cadeira como esta senhora! Como tenho muito amor à minha vidinha, aos meus órgãos vitais e prezo muito a minha futilidade, optei pelo peixinho. Exactamente, isso que ouviram: Peixinho! Estou há quase 6 meses de dieta a comer Peixinho! Não há carne, nem hidratos de carbono, não há gorduras a não ser o azeite, acabei com os lacticínios, a não ser o próprio do leite magro (200 ml\ dia).
E resultados?? Estão à vista! Emagreci tudo o que ganhei enquanto tinha vida de lontra, e mais um bocadinho! Sinto-me bem como já não me sentia há muito tempo.
Aconselho a toda a gente e aqui fica a listinha de alimentos permitidos :
. Leite magro (200 ml \ dia)
. Chá .
.Café
.Peixe (cozido, grelhado, assado sem gorduras)
.legumes
.Verduras
.Fruta (em grandes quantidades)
. Sopa sem bata (a base da sopa é feita ou com abóbora ou com cenoura! NUNCA MISTURAR AS DUAS)
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Passou algum tempo.
Não tinha a certeza se devia continuar a escrever aqui ou se devia criar um novo blog.
Há claramente uma diferença abismal na maturidade e no crescimento da autora!
Após reler e corrigir os posts anteriores, consegui por a vergonha de lado e ficar orgulhosa por ter crescido. Por pensar hoje em dia em tantas coisas de maneira diferente. Por tanta coisa ter mudado na minha vida. Mas, no fundo, continua tudo na mesma.
Depois de alguma ponderação optei por manter este blog para que tem servido até hoje. Isto é, um cantinho de desabafos, de pensamentos aleatórios e esquizofrénicos Para relatos do dia-a-dia. Para coisas menos e mais sérias.
Continuará a ser um blog anónimo para conseguir ter toda a liberdade e falar da minha vida e da vida dos outros sem preconceitos ou pruridos.
Não obstante, vou criar um outro blog. Onde assino com o meu nome, onde ao contrário do que havia pensado, não farei um comentário político. Mas sim, e como preparação para o futuro, irei fazer peças jornalísticas. Este irá continuar, depois de um ano e meio de descanso.
Foi uma licença sabática para crescimento da autora!
Não tinha a certeza se devia continuar a escrever aqui ou se devia criar um novo blog.
Há claramente uma diferença abismal na maturidade e no crescimento da autora!
Após reler e corrigir os posts anteriores, consegui por a vergonha de lado e ficar orgulhosa por ter crescido. Por pensar hoje em dia em tantas coisas de maneira diferente. Por tanta coisa ter mudado na minha vida. Mas, no fundo, continua tudo na mesma.
Depois de alguma ponderação optei por manter este blog para que tem servido até hoje. Isto é, um cantinho de desabafos, de pensamentos aleatórios e esquizofrénicos Para relatos do dia-a-dia. Para coisas menos e mais sérias.
Continuará a ser um blog anónimo para conseguir ter toda a liberdade e falar da minha vida e da vida dos outros sem preconceitos ou pruridos.
Não obstante, vou criar um outro blog. Onde assino com o meu nome, onde ao contrário do que havia pensado, não farei um comentário político. Mas sim, e como preparação para o futuro, irei fazer peças jornalísticas. Este irá continuar, depois de um ano e meio de descanso.
Foi uma licença sabática para crescimento da autora!
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