segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Jogo de forças

Não digo nada se tu não disseres. 

E podemos ficar assim eternamente.

sábado, 1 de novembro de 2014

Quando os génios falam por nós

Porque neste momento me é difícil arranjar palavras. Deixo que um dos génios fale por mim:

Diz o meu nome
pronuncia-o
como se as sílabas te queimassem 
os lábios
sopra-o com a suavidade
de uma confidência
para que o escuro apeteça
para que se desatem os teus cabelos
para que aconteça

Porque eu cresço para ti
sou eu dentro de ti
que bebe a última gota
e te conduzo a um lugar
sem tempo nem contorno

Porque apenas para os teus olhos
sou gesto e cor
e dentro de ti
me recolho ferido
exausto dos combates
em que a mim próprio me venci

Porque a minha mão infatigável
procura o interior e o avesso
da aparência
porque o tempo em que vivo
morre de ser ontem
e é urgente inventar
outra maneira de navegar
outro rumo outro pulsar
para dar esperança aos portos
que aguardam pensativos

No húmido centro da noite
diz o meu nome
como se eu te fosse estranho
como se fosse intruso
para que eu mesmo me desconheça
e me sobressalte
quando suavemente
pronunciares o meu nome

in Raiz de Orvalho, Mia Couto

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Desabafos de mim para mim #1

"Ah e tal não querias estar com ninguém."
"Ah e tal estavas bem sozinha"
"Ah e tal para a próxima cala-te e aprende a não dizer nunca"

Saravá

Gostava de me conseguir concentrar, sem pensar em ti. Gostava de ouvir uma música, sem pensar em ti. É uma situação nova. Não penso em ti por estar apaixonada. Penso em tipo por tudo o que um nós pode envolver. Não está a ser fácil e isto ainda agora começou. Mas está a ser bom o sorriso com que me deixas, a calma que me transmites e a maneira única como estou contigo me sinto a única mulher no mundo - ainda que o teu telemóvel não pare de tocar, cor cof. 

O que aí vier, virá. O que tiver que ser, será. Estou com energia. Saravá.

domingo, 19 de outubro de 2014

Invasão da propriedade privada

Este post é para ti. Sim, é para ti que estás a ler com um sorriso de quem acabou de conquistar o evereste. Sim, este post é para ti qu descobriste o blog hoje e não te calas com isso.

Sim, este post é para ti MP.

Estou a sentir-me despida, de cócoras e de rabo virado para ti. Descobriste o blog e disseste-me de iPad na mão como se fosse o maior triunfo da tua vida. Podes ter descoberto o blog, mas agora tens uma coisa muito poderosa nas tuas mãos: a nossa amizade. Por favor não o digas, por favor não o contes, por favor não o espalhes.

Imagina que tinhas 12 anos e que espalhavam o teu diário pela escola... Aquilo que eu estou a sentir não é muito diferente.

Danças

Uma dança ritmada, rodas o teu braço, entrelaças o meu corpo no teu. Passas levemente o teu nariz, os teus lábios no meu pescoço e no meu cabelo. Num instante das-me a volta, já estamos frente-frente a tua barriga dita o ritmo dos meus pés. A minha cintura jinga ao compasso da tua. Surpreendes com mais uma volta. Aproximas-me o corpo. Temos o peito colado. A música é calma agora. Dançamos ao sabor da nossa respiração. Olhamos um para o outro e sorrimos.