Depois deste interregno, há coisas que não vão fazer sentido para aqueles que me seguiam antes.
Uma delas é que ganhei coragem! Pois é meus caros, finalmente fechei a boca! Não digo que tenha sido fácil. Mas foi assim, rapidinho e de um dia para o outro.
Escusam de estar já a dizer que é mais uma das minhas dietas que apenas vai durar um mezinho até me aparecer o primeiro Mc Donald's à frente! Percebo que o digam, não se preocupem, é sinal que são pessoas inteligentes!
Mas como tomei eu esta decisão? Como foi possível cortar relações com a minha amiga de tão longa data? Fácil e limpinho! Vão viver para Itália, comam pasta todos os dias, bebam alcool todas as noites, gelados com todas as refeições (...) {OH MEU DEUS AS MEMÓRIAS} (...)!! Em suma, engordem 15kg, não entrem em nenhuma roupa na cidade da moda e depois vão ver como é fácil tomar esta decisão!
Eu tinha duas hipóteses, ou começava a dieta ou continuava a comer até não me levantar de uma cadeira como esta senhora!
Como tenho muito amor à minha vidinha, aos meus órgãos vitais e prezo muito a minha futilidade, optei pelo peixinho. Exactamente, isso que ouviram: Peixinho! Estou há quase 6 meses de dieta a comer Peixinho! Não há carne, nem hidratos de carbono, não há gorduras a não ser o azeite, acabei com os lacticínios, a não ser o próprio do leite magro (200 ml\ dia).
E resultados?? Estão à vista! Emagreci tudo o que ganhei enquanto tinha vida de lontra, e mais um bocadinho! Sinto-me bem como já não me sentia há muito tempo.
Aconselho a toda a gente e aqui fica a listinha de alimentos permitidos :
. Leite magro (200 ml \ dia)
. Chá
.
.Café
.Peixe (cozido, grelhado, assado sem gorduras)
.legumes
.Verduras
.Fruta (em grandes quantidades)
. Sopa sem bata (a base da sopa é feita ou com abóbora ou com cenoura! NUNCA MISTURAR AS DUAS)
sábado, 17 de novembro de 2012
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Passou algum tempo.
Não tinha a certeza se devia continuar a escrever aqui ou se devia criar um novo blog.
Há claramente uma diferença abismal na maturidade e no crescimento da autora!
Após reler e corrigir os posts anteriores, consegui por a vergonha de lado e ficar orgulhosa por ter crescido. Por pensar hoje em dia em tantas coisas de maneira diferente. Por tanta coisa ter mudado na minha vida. Mas, no fundo, continua tudo na mesma.
Depois de alguma ponderação optei por manter este blog para que tem servido até hoje. Isto é, um cantinho de desabafos, de pensamentos aleatórios e esquizofrénicos Para relatos do dia-a-dia. Para coisas menos e mais sérias.
Continuará a ser um blog anónimo para conseguir ter toda a liberdade e falar da minha vida e da vida dos outros sem preconceitos ou pruridos.
Não obstante, vou criar um outro blog. Onde assino com o meu nome, onde ao contrário do que havia pensado, não farei um comentário político. Mas sim, e como preparação para o futuro, irei fazer peças jornalísticas. Este irá continuar, depois de um ano e meio de descanso.
Foi uma licença sabática para crescimento da autora!
Não tinha a certeza se devia continuar a escrever aqui ou se devia criar um novo blog.
Há claramente uma diferença abismal na maturidade e no crescimento da autora!
Após reler e corrigir os posts anteriores, consegui por a vergonha de lado e ficar orgulhosa por ter crescido. Por pensar hoje em dia em tantas coisas de maneira diferente. Por tanta coisa ter mudado na minha vida. Mas, no fundo, continua tudo na mesma.
Depois de alguma ponderação optei por manter este blog para que tem servido até hoje. Isto é, um cantinho de desabafos, de pensamentos aleatórios e esquizofrénicos Para relatos do dia-a-dia. Para coisas menos e mais sérias.
Continuará a ser um blog anónimo para conseguir ter toda a liberdade e falar da minha vida e da vida dos outros sem preconceitos ou pruridos.
Não obstante, vou criar um outro blog. Onde assino com o meu nome, onde ao contrário do que havia pensado, não farei um comentário político. Mas sim, e como preparação para o futuro, irei fazer peças jornalísticas. Este irá continuar, depois de um ano e meio de descanso.
Foi uma licença sabática para crescimento da autora!
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
2 de janeiro (Parte 1)
O dia começou bem acordo tarde quase que perco o autocarro que me trouxe a Lisboa. Depois de uma luta para não adormecer durante a viagem madrugadora, os meus olhos não resistem, embora o livro de Kissinger apresentasse uma ofensiva bastante eficaz.
Já em Lisboa, e carregada de malas, saquinhos e tralhas penso na resolução de Ano Novo de poupar mais e abarbo à ideia de apanhar um Táxi até casa. Claro que o meu passe tinha de ser solidário com os maquinistas do Metro e decide não funcionar. A prontidão dos funcionários espantou-me, mas espantou-me também o seu rigor ao exigirem o talão de carregamento. Onde tinha eu um talão de carregamento de Dezembro? Toca a por tudo no chão a abrir bolsos, e bolsinhos até que o granjeado aparece.
O que vale é que os alfacinhas ainda não se lembraram que já "troikaram" de ano e que a tolerância de ponte que o Governo não deu já terminou e que por isso já deviam estar a trabalhar. Resultado, segunda-feira, hora de ponta metro vazio. Os únicos passageiros tinham sacos, muitos sacos com grandes letras que ostentavam marcas e claro a palavra "saldos".
Chegada a casa, não há chave. Depois de ter tocado em todas as campainhas, nem a porteira me salva. Sem dinheiro no telemóvel e com a polícia a vedar o acesso à caixa de multibanco mais próxima que deviam ter tentado assaltar; decido fazer uma nova investida. Passados 20 minutos, um divino "abre-te sésamo" do vizinho do terceiro andar permite-me finalmente começar a produzir.
Isso pensava eu, desfazer malas por coisas em ordem, a amiga que liga a chorar; o arroz que se tem que comprar para o almoço e nesta brincadeira são 16h ainda não há almoço feito. Faz-se uma coisa muito rápida, pega-se no copo, prato, computador e "ahh maravilhoso sofá que saudades eu já tinha".
Brasil? Eu não estava no Brasil, estava em Lisboa. Estava e estou! Deitada a dormir no sofá são horas de jantar não peguei num livro. Toca a levantar fazer greve ao jantar e começar a produzir.
(continua)
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Now we are moving forwards
Tonight I have a thing, and I'm not really trying to invite you. It was not a wild coincidence to see you here.
Let me tell you something, you and I have been kind of together for one and a half year and you have always spoken like a guy who isn't only my friend. I really just came to say goodbye and I guess it's pretty unbelieveble if I say "I'll miss you".
How could we do it? How could you do it (and you know what I mean)? I just want to see a litle optimism in the corner, that means we need to be independent. Me bymyself, and you by yourself, I mean alone.
So, I guess it is not possible, you are hilarious and I'm glad we can still manage it, that's kind of funny. Will I not invite you anymore to the sunday's brunch or to the friday's night out?
I must behave. I'm saying goodbye and you are the one who is living. So, you are not living because of me? And after all? Should I thank you for coming?
You know, I need you here like I need you there. I won't let you go at any price, you always said "we'd meet again". Maybe one day we'll look back to this and laugh, but now it is not my kind of joke.Nowadays it is my kind of Drama.
One day, maybe tomorow, something will bright up. So, for now, you will be forever the sweetest thing, the one I appreciate an I thank everyday every little thing you have donne for me.
In the last year it has been so intense, sometimes good, sometimes bad...
Let me tell you something, you and I have been kind of together for one and a half year and you have always spoken like a guy who isn't only my friend. I really just came to say goodbye and I guess it's pretty unbelieveble if I say "I'll miss you".
How could we do it? How could you do it (and you know what I mean)? I just want to see a litle optimism in the corner, that means we need to be independent. Me bymyself, and you by yourself, I mean alone.
So, I guess it is not possible, you are hilarious and I'm glad we can still manage it, that's kind of funny. Will I not invite you anymore to the sunday's brunch or to the friday's night out?
I must behave. I'm saying goodbye and you are the one who is living. So, you are not living because of me? And after all? Should I thank you for coming?
You know, I need you here like I need you there. I won't let you go at any price, you always said "we'd meet again". Maybe one day we'll look back to this and laugh, but now it is not my kind of joke.Nowadays it is my kind of Drama.
One day, maybe tomorow, something will bright up. So, for now, you will be forever the sweetest thing, the one I appreciate an I thank everyday every little thing you have donne for me.
In the last year it has been so intense, sometimes good, sometimes bad...
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Mudar Portugal
Sentada na biblioteca, refugiada no meio de livros de tantas áreas do saber. Escondida atrás do computador, enterrada num monte de livros e folhas cpm apontamentos que ninguém sabe se serão suficientes. Olha-se em volta conta-se o número de pessoas que estudam, que trabalham que se tentam informar para ver se um dia conseguem seguir nas suas carreiras os seus sonhos. Está a ser um mês especialmente complicado foi-nos dito que vamos ter que fazer mais furos no cinto, foi-nos apresentado o novo orçamento de estado que deixa uma classe média mais enfraquecida. Seria necessário tanto quando já temos tão pouco? Sim, não só era necessário como também era urgente que estas medidas fossem tomadas. Será o suficiente? Não, é preciso fazer mais, cortar mais, trabalhar mais e produzir o triplo gastando metade e utilizando um quarto dos recursos. Também devem incidir na classe média os novos cortes? Não, é preciso atacar em cima e em baixo. É preciso atacar os chamados "ricos", é preciso atacar aqueles que enriqueceram ilicitamente, é preciso atacar também aqueles que vivem do rendimento de inserção social e que não se conseguem inserir em sociedade. No meio da faculdade ouço criticas, ouço jovens que dizem que as coisas não podem continuar assim. Ouço os meus colegas a defender o indefensável. Ouço grupos a planear greves, manifs e revoluções. E pergunto-me : E se em vez de irem para a rua estes mesmos ficassem em casa a produzir? Viessem para a biblioteca trabalhar? Não seria mais benéfico para o país? São só ideias de alguém que quer empreender no futuro. De alguém que quer realmente: "Mudar Portugal".
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Paciência
Não tenho paciência para certas coisas, não tenho paciência para o discurso politicamente correcto de esquerda ou de direita. Não tenho paciência para a total ausência de valores. Mas, acima de tudo não tenho paciência para viver numa sociedade onde o papel do Estado é meramente simbólico, alias está totalmente pervertido.
Hoje em dia as audiências no Parlamento são meros espectáculos de marionetas que não resultam em nenhuma conclusão ou em nenhum beneficio para o país, só para show off e audiências televisivas.
O papel do Estado mostra-se totalmente corrompido quando são os mais ricos que têm que pedir ao Estado para pagar mais impostos. É ultrajante para os contribuintes e para todo o Povo ver que as medidas são feitas como os trabalhos de casa de um menino do segundo ano que tem mais pressa em ir jogar à bola do que em aprender a tabuada. Se não, seria impossível meses depois de terem aprovado o pagamento das scuts na maioria das estradas portuguesas, ter vindo a publico que estas trazem mais encargos a curto e a longo prazo para o Governo do que meios geradores de receita.
Tenho pena que a noção de Estado tenha decaído, que a figura de Primeiro-Ministro não imponha o respeito que lhe era reconhecido. Tudo evolui "nada se perde, tudo se transforma" mas tenho pena e não paciência para o rumo que as coisas estão a tomar.
Quero perder a paciência e fazer qualquer coisa para gritar : - "Sou portuguesa, venho do Portugal onde se conhece a importância das regras como na Noruega. Onde somos divertidos e acolhedores como só nós sabemos. Onde a justiça é célere como nos E.U.A.. Onde o SNS funciona sem falhas tal como o preconizamos. Onde o desemprego jovem é uma utopia e um mito, onde os jovens querem trabalhar e produzir. Venho do Portugal que as agências de rating classificam como AA+ "
terça-feira, 26 de julho de 2011
A difícil tarefa de educar
Faltas de educação, é tão fácil acusar os outros de as terem. Esquecem-se as pessoas que as piores são elas. Às vezes é tão fácil ser-se educado, ter-se um pormenor, pedir-se desculpa assumir um erro, calar quando se deve calar.
O próprio orgulho, pode atingir níveis tais que se torna grosseria, a já falada falta de educação. O pior é quando essa vem de cima, de quem devia educar e ensinar coisas tão simples como o respeito, a delicadeza; no fundo os princípios básicos para a vida em comunidade, em família.
Não digo que devamos ser todos amorfos só para não corrermos o risco de ser mal-educados. Mas porquê optar-se pelo extremo? Ensinaram-me em tempos (talvez agora as mesmas pessoas que se exaltam por uma unha encravada, como se do fim do mundo se tratasse) que os extremismos nunca são bons quer de direita, quer de esquerda. Quer em termos religiosos, quer em termos laicos. Por conseguinte, acho que o mesmo princípio deve ser empregue nas coisas mais simples do dia-a-dia.
Isto é, tomemos como exemplo a mulher que chega a casa e vê que o marido deixou o prato fora do lugar, numa primeira situação não me choca nem me parece que ofenda qualquer feminista se ela o arrumar. Se a mesmo situação se repetir pela segunda vez, aí sim deve dizer-se qualquer coisa. Mas não me parece um caso de divórcio, um motivo de tal gravidade para se gerar uma onda de insultos e de palavras que depois de ditas não podem ser retiradas.
Acima de tudo, há que haver ponderação e respeito em tudo o que fazemos. É a velha história do respeita se queres ser respeitado. Ricardo Reis dizia “Põe quanto és no mínimo que fazes” e é nesse principio que devemos basear a nossa maneira de encarar a vida e as relações. Vamos por toda a educação que temos no mínimo que fazemos, quer seja a comprar fruta, quer seja à procura de emprego.
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