domingo, 30 de novembro de 2014
Terceira é de vez
Dos domingos perfeitos
Ao cuidado do Sr. Vodafone Mexefest
domingo, 23 de novembro de 2014
Despedidas
O meu trabalho e outras paixões
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Quem sou eu e o que me fizeram?
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Jogo de forças #2
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Coisas que deixam de ser possíveis quando crescemos
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
sábado, 1 de novembro de 2014
Quando os génios falam por nós
Porque neste momento me é difícil arranjar palavras. Deixo que um dos génios fale por mim:
Diz o meu nome
pronuncia-o
como se as sílabas te queimassem
os lábios
sopra-o com a suavidade
de uma confidência
para que o escuro apeteça
para que se desatem os teus cabelos
para que aconteça
Porque eu cresço para ti
sou eu dentro de ti
que bebe a última gota
e te conduzo a um lugar
sem tempo nem contorno
Porque apenas para os teus olhos
sou gesto e cor
e dentro de ti
me recolho ferido
exausto dos combates
em que a mim próprio me venci
Porque a minha mão infatigável
procura o interior e o avesso
da aparência
porque o tempo em que vivo
morre de ser ontem
e é urgente inventar
outra maneira de navegar
outro rumo outro pulsar
para dar esperança aos portos
que aguardam pensativos
No húmido centro da noite
diz o meu nome
como se eu te fosse estranho
como se fosse intruso
para que eu mesmo me desconheça
e me sobressalte
quando suavemente
pronunciares o meu nome
in Raiz de Orvalho, Mia Couto